Festa do Livro

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Uma História de vida

As TIC na Biblioteca "O Pirilampo Sem Luz"

“O Pirilampo sem Luz”
(De Margarida Fonseca Santos)

A noite começava a cair, as flores preparavam-se para fechar as suas pétalas e os pirilampos iam aparecendo aos poucos. O pirilampo Osório esperava ansiosamente pelo seu amigo Acácio pois tinham combinado ir até à fonte juntos. Mas o Acácio tardava e o Osório foi esvoaçando perto dos malmequeres para não arrefecer, pois as noites já estavam bem frias.
Por fim, lá ouviu a voz do amigo, ao longe:
— Osório! Desculpa o atraso! Estive a espreitar para a casa do carvoeiro e...
Pum! Que grande choque! Os dois pirilampos foram um contra o outro com bastante velocidade!
— Bolas! Agora já não sabem aterrar sem nos acordar? — gemeu o malmequer onde eles tinham caído.
Os dois pirilampos levantaram-se, endireitaram as asas, esticaram as patas com cuidado, parecia que nenhum estava magoado. O malmequer é que estava bastante torcido.
— Que foi que te deu? — perguntou o Acácio. — Então não me viste a voar na tua direcção?
— Não... não vi — respondeu o Osório. E olhando melhor para o seu amigo soltou um grito: — Tu não tens luz!
— O quê?! Que brincadeira de tão mau gosto! — resmungou o Acácio.
— E se fossem discutir para um tronco em vez de me estarem sempre a acordar? — voltou a queixar-se o malmequer.
— Eu não estou a mentir! Olha bem para o teu corpo: não tem luz...
Osório tinha razão: não havia luz, nem forte, nem fraca.
O malmequer endireitou-se para ver melhor. De facto, aquele pirilampo estava apagado. Deixou que os dois amigos se sentassem nas suas pétalas e comentou:
— Tal coisa nunca tinha visto...
Acácio estava mudo. Não queria acreditar! Mas porquê?
— Ouve, Acácio, de onde vens? Será que alguém te fez mal?
— Ninguém me fez nada... — disse ele com um ar desgraçado.
— Antes de vir ter contigo, estive na casa do carvoeiro, a ver o que ele estava a fazer... mais nada...
— Então deve ser isso — disse o malmequer. — Estás cheio de pó de carvão e a luz não passa...
— Deve ser isso, deve — animou-se o Osório. — Vamos ter com o sábio Onofre, ele deve saber o que fazer.
Deram os dois as patas, para não haver mais choques com o Acácio, e voaram em direcção à trepadeira onde vivia o pirilampo Onofre, o mais velho de todos os pirilampos e também o mais sábio.
Depois de explicada a situação, Onofre ficou calado. Parecia pensar, olhava apreensivo para os dois pirilampos...
— Receio não te poder ajudar — disse ele por fim. — A única maneira de tirar esse carvão do teu corpo seria com bastante água, e os pirilampos não se podem molhar, como vocês sabem.
— Talvez raspando com jeitinho... — disse o Acácio, com pouca esperança.
— Não te aconselho a fazeres isso. A luz sairia com o carvão — e olhando com um ar preocupado para os dois, Onofre disse: — O melhor é ir ter com a fada Rosalina, não vejo outra solução...
Qualquer um dos três sabia o que isso queria dizer: uma longa viagem, cheia de perigos para insectos pequenos como eles. Mas não havia outra hipótese. Osório decidiu rapidamente:
— A caminho! Vamos ter com a fada Rosalina, e é já!
Acácio estava contente de ter um amigo como ele, mas tinha realmente muito medo da viagem. Onofre disse-lhes com um ar sábio:
— Não vão sozinhos. Seria disparate. Vou pedir à Idalina que vos acompanhe e que vos proteja.
Idalina era uma grande e bonita lagarta, muito rápida no seu andar e sempre muito atenta. Era ela quem avisava os pirilampos quando algum bicho se aproximava para os comer, como as rãs e os camaleões. Tinha sempre vivido perto de Onofre, e era uma amiga muito fiel.
— Vou ajudá-los com o maior prazer — disse a Idalina, ondulando o seu bonito corpo verde-clarinho. — Não podemos ir muito depressa, eu não ando assim tão depressa...
— O melhor — disse Onofre — é caminharem os três a par. Há menos perigos no chão do que a voar e assim não há o risco de o Acácio se perder na escuridão.
E lá foram. A viagem ia ser longa e perigosa. A fada Rosalina vivia do outro lado do bosque, numa casinha cor-de-violeta, no alto de um grande castanheiro.
Pelo caminho, iam falando para passar o tempo. A Idalina sabia montes de histórias de aventuras de pirilampos, de lagartas, de tudo! Mas ao entrar numa zona mais sombria, onde o luar passava com dificuldade pelo meio das folhas, fez-lhes sinal para se calarem.
— Estamos no campo dos camaleões — disse ela muito baixinho.
— Se nos virem, não temos qualquer hipótese de passar para o outro lado. E do outro lado mora a Rosalina.
Ficaram os três em silêncio, caminhando muito devagar e sem fazer barulho. O corpo da Idalina encobria um pouco os pirilampos, mas não estavam nada seguros.
Ao passar perto de uma árvore que estava caída no chão, ouviram uma voz ao de leve:
— Tenham cuidado! O camaleão Raimundo está mesmo aqui perto. Não se cheguem muito aos troncos...
Era uma simpática aranha que estava a acabar a sua nova teia naquele tronco velho. Agradeceram em voz baixa, e foram caminhando sem fazer ruído.
De repente, ele aí estava! O pior de todos os camaleões, Raimundo de seu nome, mesmo à frente dos três que com o medo não se moviam.
— Julgavam que passavam por aqui sem eu vos sentir? — perguntou Raimundo com uma voz horrível. — Até que já vão sendo horas de jantar...
Nisto, ouviu-se uma grande agitação na árvore. Simão apareceu com ar de quem não está a gostar da brincadeira.
— Julgas que vais ficar com os pirilampos só para ti? — perguntou o camaleão Simão, que devia ser sem dúvida o mais rabugento de todos. — Vamos lá a ver quem é que ganha este jantar.
— E de um salto, desceu até ao pé de Raimundo, que se virou para
ele como quem vai começar a lutar.
— Psst! Psst!
Idalina, Osório e Acácio olharam para trás de si, convencidos de que seria com certeza outro camaleão. Mas não! Era o Norberto, o velho mocho do bosque que vinha em seu auxílio.
— Não façam barulho... Subam para as minhas costas e agarrem-se às minhas penas com toda a força que tiverem...
Nem foi preciso repetir: em menos de um segundo já lá estavam os três, e para ter a certeza de que estavam bem seguros, Idalina enrolou os pirilampos no seu corpo.
— Segurem-se bem! Cá vamos! — disse o Norberto, levantando voo a toda a velocidade.
Vocês não podem imaginar a cara com que ficaram o Raimundo e o Simão: só faltava caírem para o lado de raiva e ao mesmo tempo de espanto!
Já lá no alto, o Norberto abrandou a velocidade e disse:
— Parece que desta já escaparam! Que vêm vocês fazer aqui,
num sítio onde em cada ramo há um camaleão? Devem ser doidos!
Foi Idalina quem explicou ao mocho toda a situação. Norberto ficou preocupado com o pequeno pirilampo: era uma pena se ele deixasse de poder ter luz...
— Eu vou-vos levar à Rosalina e depois quero que venham comigo
para a vossa casa. Isto aqui não é sítio para vocês andarem.
— Não sei como agradecer a tua ajuda — disse Acácio. — Se não nos tivesses salvo, não sei o que seria de nós.
— Eu sei! — disse Norberto a rir. — Eram um jantar de príncipe para aqueles dois!
E lá chegaram a casa da Rosalina. O mocho pousou ao de leve no ramo, deixando sair os seus amigos com todo o cuidado, pois o castanheiro era altíssimo.
Rosalina apareceu à porta, com um grande sorriso.
— Meu bom Norberto! Que se passa com estes teus amigos?
Norberto lá explicou que o Acácio estava com o corpo cheio de carvão e que não tinha luz, que o outro pirilampo era o Osório, seu amigo, e a lagarta era a Idalina, que tinha sido mandada para os proteger durante a viagem.
— Bem, eu não fiz lá grande coisa. Por pouco que os camaleões nos comiam aos três! — disse tristemente a lagarta.
— Aí é que te enganas: se não fosse o teu corpo verde-clarinho a brilhar na escuridão, eu não teria visto que vocês estavam em apuros.
— Bom — disse a Rosalina —, vamos entrar. Vamos ver o que se pode fazer.
A casinha era linda! Idalina ficou à porta, pois o resto do corpo não cabia, e o Norberto aproveitou para descansar um pouco.
Rosalina estava com a sua varinha de condão na mão e pensava: que fazer? Era preciso limpar o corpo do pirilampo sem estragar as duas manchinhas que dão luz. Olhou para os seus frasquinhos e pegou num azul-turquesa. Não, aquele não. Talvez o amarelo... Não, também não. O verde brilhante! Esse sim!
Com muito cuidado, pegou num paninho muito macio, deitou umas gotas do líquido no pano e começou a limpar o pirilampo muito devagarinho. O pano não tardou a ficar todo negro, pois ele estava todo coberto de carvão. Mas o Acácio estava cheio de sorte: a luz estava a voltar!
— Viva! — gritou o Osório, acordando o mocho que por pouco não se desequilibrou no ramo. — Estás lindo outra vez! Até parece que tens mais luz agora do que antes!
— E tem! — explicou a Rosalina. — Este líquido aviva as vossas cores. Chega-te cá para eu te pôr um pouco também a ti.
Os dois pirilampos não queriam acreditar: nunca tinham tido uma luz tão bonita! Rosalina virou-se para Idalina, que sorria a olhar para os pirilampos, e disse:
— Vê-te ao espelho — e estendeu-lhe um pequenino espelho de fada. Idalina tinha uma linda coroa de estrelas brilhantes na cabeça e ficava-lhe tão bem...
— Que linda coroa!
— Assim, os teus amigos vão sempre saber onde estás e serás a lagarta mais bonita do bosque! — disse a fada.
Ao fazerem as despedidas e agradecimentos, os pirilampos estavam com pena de ter que partir.
— Aqui não é lugar seguro para vocês. Voltem para a vossa casa.
O Norberto leva-vos e, qualquer dia, vai-vos buscar para tomarmos um chá, pode ser?
Claro que Norberto estava de acordo. Ele e a Rosalina eram amigos há muitos anos e gostava sempre de uma chazada com os seus amigos.
Todos bem instalados nas costas do mocho, lá partiram de regresso a casa. A chegada deles era esperada por todos os pirilampos, especialmente pelo sábio Onofre, que estava desejoso de os ver de volta sãos e salvos.
Houve festa até ser dia. Idalina estava linda com a sua coroa de estrelinhas e os pirilampos dançavam no ar fazendo bonitos desenhos de luz.
Quando o sol chegou, todos se recolheram: era a vez de as flores se abrirem, de as abelhas trabalharem, de os passarinhos acordarem.
Mas houve um malmequer que não se abriu. Pudera, passara toda a noite na festa dos pirilampos, tinha agora que dormir. Além disso, ainda não tinha acabado de endireitar as suas pétalas, tão torcidas que haviam ficado do choque...
Margarida Pereira - 8 anos

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Bruno Duro - 9 anos
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Daniel Fernandes - 7 anos
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David Carvalho - 12anos
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Jéssica Alves - 10anos
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Giuseppe Wilkinson - 8anos
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João Pires -9anos
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Joseph Wilkinson - 12anos
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Miguel Amorim - 7anos
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Ruben Alves - 7anos
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Diogo Alves - 7anos
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Hora do Conto todos os sábados

Horas do conto para o mês de Agosto - Todos os sábados às 11h


Partícipa!

1Agosto- "O Leão e o Canguru" de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada


8 Agosto- "Didi um anjo" de Sandra Anastácio



22 Agosto- "Ana Gotinha de água" de Ana Mafalda Damião - com a presença da escritora



29 Agosto- "A rã Felisbela" de António Torrado


O próximo sábado, dia 25 de Julho, a história para a hora do conto é "Está um hipopótamo na minha cama" de Beatrice Masini - às vezes há um hipopótamo aventureiro que se esgueira para dentro da cama de um certo menino, e molha-o todo. Mas o que acontecerá se, além deste hipopótamo, aparecerem também uma sereia friorenta e uma baleia viajante? - uma história para divertirmo-nos e que ninguém vai querer perder!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Inácio Nuno Pignatelli na Biblioteca

O escritor Inacio Nuno Pignatelli vai estar entre nós, Sábado dia 18 de Julho, para animar mais uma Hora do Conto. Traga toda a família e oiça esta história na voz do próprio autor...
Particípe!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Encerramento da Feira do Livro 2009

Esta foi a equipa de meninos que participaram na Feira do Livro 2009. O trabalho conjunto permitiu que tudo corresse da melhor forma... Esperamos que tivesse sido uma experiência enriquecedora e divertida! Parabéns a todos!























A







Pelas 15h, no Domingo dia 12 de Julho, deu-se a abertura do ùltimo dia da XX Feira do Livro. O programa de inicío da tarde destinava-se aos mais pequenos onde eram convidados a viajar até ao mundo dos sonhos..



Durante a tarde, as crianças foram presenteadas com livros divertidos e pedagógicos sobre a natureza. As Ciclobibliotecas atrairam e cativaram os meninos que se deliciavam ao ouvir contos em castelhano e a passear na bicicleta que os levava ao mundo dos sonhos.


Às 18:00h houve o encontro com o padre Mário de Oliveira a propósito do projecto "Poetas Somos". Como o próprio diz "Poetas Somos é, só por si, uma lufada de ar fresco. E uma brisa de esperança."





O encerramento da Feira do Livro terminou em grande com uma banda Cerveirense "Brass Band", uma banda polifíonica constituída por instrumentistas de metais, cordas e percussão. Uma actuação de 90 minutos encantou os presentes e afugentou a chuva permitindo um grande espectáculo no desfecho da XX Feira do Livro.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Penúltimo dia da Feira do Livro com agenda preenchida

No fim de um dia preenchido, pelas 22:15h, no terreiro, todos foram presenteados com um fantástico concerto pelo grupo musical "As três Marias". Com o género musical "tango canção", onde a letra tem a mesma relevância que a parte instrumental, cativaram o público e fizeram com que a noite acabasse da melhor forma.



A noite do penúltimo dia de Feira do Livro foi brindada com a apresentação da revista "Nova Àguia" - revista de cultura para o século XXI, nº.3. Aconteceu às 21h uma palestra" O legado de Agostinho da Silva: quinze anos após a sua morte".


"A revista "A Àguia" foi uma das mais importantes do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando pessoa e Agostinho da Silva. A ideia de relançar a revista, agora sob o nome de "Nova Àguia", pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa história, procurando recriar o seu espírito, adaptados aos nossos tempos. (...)
Às 18h contamos com a presença de Richard Zimler conceituado escritor e jornalista que satisfez as curiosidades de um público atento e curioso.


Às 16:00h, no auditório da Biblioteca, houve o lançamento do livro "Pedaços de Memória: itenerâncias no tempo e no espaço", uma edição da UNISÈNIOR - Universidade Sénior de Cerveira, com a coordenação da professora Maria José Areal. Um livro escrito por vários autores (Ana Rosa Gonçalves, Blandina Ruivo, Carmen Pereira, Elizabete Feital, João Morgado, Maria José Areal e Maria José Pimenta) que segundo a professora Maria José " assume o nosso contributo para a perpetualização da memória colectiva de um povo, partindo do pressuposto que esta é uma das maneiras melhores de o fazer".

Uma sessão repleta de emoção para aqueles que partilharam no tempo as histórias vividas e contadas por cada um e, sobretudo, para aqueles que viram um trabalho e um sonho concretizados.





Quarto dia da Feira do Livro começou com a presença do escritor e ilustrador Eugéneo Roda. Por volta das 11h começaram a chegar os meninos cheios de curiosidade pela Hora do Conto que se seguia. Enquanto partilhavam histórias, palavras e significados com o escritor/ilustrador a curiosidade ia sendo aguçada e ao mesmo tempo satisfeita... Uma Hora do Conto cheia de conteúdo para pais, filhos, avós, netos..








Livros publicados e outras informações em:





terça-feira, 14 de julho de 2009

Camilo Castelo Branco preenche terceiro dia da Feira do livro









Camilo Castelo Branco preencheu a terceira noite da Feira do Livro. Pelas 21h o Doutor Cândido Martins fez uma breve mas preenchida apresentação do Livro "O Morgado de Fafe em Lisboa" de camilo Castelo Branco e ás 21:15h houve a encenação da peça pelo grupo de teatro Nova Comédia Bracarense.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Crianças e seniores foram os anfitriões no segundo dia da Feira do Livro













Foi com boa disposição que os utentes dos Lares e Centros de Dia do concelho chegaram à Biblioteca, para um atelier denominado "O Diário do Sr. Lepidóptero". Através do espólio deixado por ele, os idosos atravessaram as fronteiras do tempo e foram em busca das memórias passadas...
À noite, pelas 21h, houve mais uma sessão do atelier do Sr. Lepidóptero, onde estiveram presentes pessoas de várias gerações. Desde os alunos da UNISENIOR, a pais e filhos, entre outros, todos partilharam um pouco da viagem que o Sr. Lepidóptero realizou até à terra do sol nascente...
Na Fonte da Vila às 22:15h houve um espectáculo de teatro infantil "El Rei Tadinho no Reino das Cem Janelas", baseado na obra de Alice Vieira, realizado pela companhia de teatro Bocage. Foi um momento divertido para miúdos e graúdos...



Conheces a história? Aqui vai uma pequena sinopse para que fiques curioso(a) e venhas requisitar o livro aqui á Biblioteca...
"Era uma vez um Rei chamado Tadinho, que governava o Reino das Cem Janelas.
Os habitantes deste Reino julgavam que o Mundo se resumia às suas cem janelas, pois não conheciam outras terras para além da sua.Tal como os outros Reinos, também este tinha uma Bruxa, um Dragão e um Rei que, apesar de iluminado, era muito distraído.
Ora vejam só: certo dia, após um desentendimento com o Dragão, El Rei Tadinho ofereceu-lhe a mão de sua filha para casar… Só mais tarde se lembrou que não tinha filha...Numa tentativa de encontrar solução para tal problema, foi falar com a Bruxa da Corte. Para sua sorte (e para surpresa da Bruxa), o Dragão ao julgá-la filha do Rei, apaixonou-se e fugiu com ela.Com a melhor das intenções, El Rei Tadinho criou um novo problema: a Corte ficara sem Bruxa!
Este é o início de uma nova Aventura no Reino das Cem Janelas…"

XX Feira do Livro















Ontem, dia 8 de Julho de 2009, foi a abertura da XX Feira do Livro.
No auditório da Biblioteca Municipal, pelas 21h, esteve presente Thomas Bakk, um contador de histórias que através da literatura de cordel realizou uma sessão animada e conduziu miúdos e graúdos pelo caminho do imaginário...

Sabes o que é literatura de cordel?

Aqui está um pequeno exemplo:

"O mistério do coiso"

Há um coiso que, no mundo,
Muitos duvidam se há,
Pelo mistério profunmdo
De como esse coiso será.
Mas se ainda não o viste,
Mesmo assim o coiso existe
E está aqui, nalgum lugar.
Então onde é que haveria
O coiso agora estar?...
Nesta cadeira vazia
Ou na que estás a sentar?
Se não se importa o senhor,
Levante-se, por favor,
Pra eu poder averiguar.

Não, pelo que estou a ver,
O coiso não está cá.
E posso me aperceber
Que lá também não está.
Mas acreditem em mim
Porque o coiso existe sim...
Que há um coiso, isto há!
(...)

THOMAS BAKK