Festa do Livro

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Neste blog daremos conta das nossas actividades, palestras, exposições, etc.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Exposição de postais de Natal na Biblioteca Municipal
















Uma exposição de postais de Natal, construídos pelos meninos dos Jardins-de-Infância e do Primeiro Ciclo do Concelho, está patente na Biblioteca Municipal até ao dia 7 de Janeiro. Já contou com a visita de algumas turmas do Primeiro Ciclo e de muitos dos leitores da Biblioteca.

Não percam a oportunidade de ver estes postais de Natal que nos surpreendem tanto pelos materiais utilizados como pela originalidade!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Hora do Conto - Sábados - 11h


Este sábado a nossa história fala-nos da amizade e das transformações que um verdadeiro amigo pode fazer na nossa vida. " O sapo encontra um amigo" vai-nos fazer partilhar a magia que existe na amizade...
Não percas esta história em mais uma "Hora do conto" na tua Biblioteca!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Acção de formação com Sylviane Rigolet

Sylviane Rigolet vai estar na Biblioteca Municipal a realizar uma acção de formação destinada, principalmente, a profisionais que trabalham com crianças. O horário será pós laboral, nos dias 6,7 e 8 de Outubro e pretende, sobretudo, "alargar os conhecimentos das crianças, a contextualização das suas aprendizagens e a sua individualização, bem como a valorização do seu património sócio-cultural e psicoafectivo particular."

sábado, 29 de agosto de 2009

As TIC na Biblioteca - A Banda Desenhada

Alexandre - 12 anos


Baltasar - 9anos


David - 12anos


Inês - 13anos


Joana - 9anos


Luís - 13anos


Marisa - 11anos


Pedro - 11anos

Lucas - 9anos


Joseph - 12anos

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Escritora Ana Damião dinamiza "Hora do Conto"

A escritora Ana Damião esteve na nossa Biblioteca no passado dia 22 de Agosto a dinamizar a já habitual "Hora do Conto" que se realiza aos sábados, com o seu livro "Ana Gotinha de Água".
A história encantou pequenos e graúdos que estiveram presentes mas também alertou a todos para a importância que a água tem para o ser humano e para o planeta Terra.



Para além do conto e do diálogo que a escritora teve com os presentes, os meninos não quiseram deixar de aproveitar para comprar o livro que foi devidamente autografado pela escritora.







quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Centros de Interesse na Biblioteca Municipal







A Biblioteca Municipal promove mensalmente um Centro de Interesse, do qual fazem parte livros e filmes para crianças, jovens e adultos e que contará com uma temática diferente para cada mês. A primeira exposição de livros aconteceu na "Semana da Saúde", e como não poderia deixar de ser, a temática predominante foi sobre "Saúde". Para o mês de Agosto o Centro de Interese foi organizado à volta do que se chamou "Leituras de Verão", abrangendo diversos tipos de temáticas e estilos e igualmente dirigido para todas as idades.
Para o mês de Setembro, uma vez que é o começo de um novo ano lectivo, a temática será sobre "Educação". Leituras que orientarão, sobretudo, pais e professores, mas também crianças e adolescentes para as exigências e desafios do novo ano que se segue.
Venha ver as sugestões...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

As TIC na Biblioteca - O Pirilampo Mágico

“O Pirilampo Mágico”
(Maria João Carvalho)

A Matilde era um amenina que vivia com a sua avó, uma velhinha já muito velhinha, tão velhinha que, com o peso de tantos anos feitos de aventuras e desventuras, de alegrias e dissabores e de muitas graças e outras tantas desgraças, as suas frágeis costas foram cedendo acabando por ficar curvadinhas quase até ao chão.
E os olhos da pobre senhora, sempre baixos, não mais podiam admirar o esplendor do céu infinito.
Que grande desgosto!...
E todos os dias a avó perguntava à Matilde:
- Querida netinha, como está hoje o meu querido céu? Da cor do azul do mar, num dia de Verão, azul-acizentado ou com o tom acastanhado que às vezes pede emprestado ás folhas arrancadas das árvores à força, pelas ventanias do Outono?
E Matilde olhava para o céu imenso com muita atenção e descrevia à avó o que via, tintim por tintim.
Até que um dia a Matilde pensou:
- Quem me dera ter uma ideia que fizesse com que a minha avozinha pudesse voltar a olhar para o céu.
E foi naquele mesmo instantinho que algo de muito estranho aconteceu. A Matilde ouviu um Plim! E logo a seguir outro Plim! E, da manga do seu vestido às riscas, surgiu um pequeno e muito curioso ser. Era redondinho e tinha uma penugem fofinha através da qual espreitavam dois grandes e arregalados olhos derretidos de ternura. E tinha também uma cómica antena que, no cocuruto da sua cabecinha, dançava divertida ao ritmo dos movimentos do pequeno “duende”.
- Quem és tu? – perguntou Matilde, um pouco a medo, que o caso não era para menos.
- Eu sou o Pirilampo Mágico – respondeu animado o visitante. – Então tu não sabes que quando alguém precisa muito de ter uma ideia deve chamar o seu Pirilampo protector, para que este lhe acenda a chama mágica da imaginação e se soltem as lembranças? Eu sou u fazedor de boas ideias e gosto muito de ajudar.
A Matilde, encantada com o seu novo amigo e, curiosa como era, quis saber mais.
- Então, como é que nós vamos conseguir que a minha avozinha consiga voltar a olhar para o céu?
O Pirilampo piscou os olhos três vezes, sacudiu a antena outras três vezes, deu três saltinhos e, finalmente, contou até três.
Ouviram-se mais três Plim, Plim, Plim! E a magia voltou a acontecer: da outra manga do vestido da Matilde, sem que esta tivesse percebido muito bem como, surgiu, imaginem, um espelho. E na moldura do espelho estavam pintados vinte e dois minúsculos pirilampozinhos que, a Matilde a todos garantiu, faziam acender e apagar vinte e duas pequeníssimas luzinhas, que transformavam aquele espelho no mais colorido, brilhante e reluzente de todos os espelhos que a Matilde jamais vira.
- Este é o espelho dos Pirilampos Mágicos e com ele a tua avozinha vai poder voltar a ver o céu – disse o Pirilampo – Agora, só tens de pensar mais um pouco e descobrir como o poderás utilizar. E, com uma reviravolta um tudo nada desengonçada, desapareceu sem deixar rasto.
A Matilde, um pouco atordoada com tão estranhos acontecimentos, resolveu ir pedir ajuda ao seu amigo Tomás, que vivia na casa ao lado.
- Tomás, vem cá! Preciso de ti para termos uma ideia luminosa que faça com que este espelho permita que a minha avó volte a poder olhar para o céu – chamou ela.
Os dois meninos sentaram-se na relva do jardim e, olhando para o espelho dos pirilampos, o Tomás disse:
_Gostava tanto de me lembrar de alguma coisa muito importante para podermos ajudar a tua avó…
E então por muito estranho que possa parecer, voltou a acontecer… Plim! Plim! Da moldura do espelho soltou-se um dos pirilampozinhos, que, com um grande salto, duas cambalhotas e uma careta marota aterrou ligeiro na relva macia.
- Pois cá estou eu, o teu pirilampo protector, pronto para te ajudar a teres uma grande, fantástica e mirabolante ideia…
O Tomás, muito contente, bateu palmas e disse:
- Viva! Viva! Que divertido que isto é! Vamos chamar a Maria, que gosta muito de se distrair. Ela também vai querer brincar aos pirilampos. E a Matilde e o Tomás foram buscar a Maria, que não conseguia andar, correr e brincar como os outros meninos.
A Maria ouviu a história mágica dos pirilampos que ofereciam ideias e, de repente, disse:
-Já sei! Já sei o que vamos fazer!
Plim! Plim! Com esta lembrança da Maria, surgiu, como por encanto, espreitando sorridente, de dentro da sua sandália, mais um travesso pirilampo.
- Aqui estou eu, a boa ideia da Maria – anunciou, bem – disposto. E foi assim que, todos juntos, conversaram sobre a solução mágica que iria tornar mais felizes os dias da avó Matilde. E decidiram o que iriam fazer. Foram buscar a velha poltrona, onde a velhinha costumava dormitar a seguir ao almoço, e levaram-na para o jardim. Com todos os cuidados, ajudaram a avozinha a sentar-se, muito confortável e regalada, e, por fim, pousaram o espelho mágico na relva, bem juntinho aos seus pés. E, quando a avó olhou para o espelho, o milagre aconteceu. Os Pirilampos da moldura reluzente brilharam como nunca e a avó viu reflectido um mar de céu e um azul intenso pincelado com uma ou outra nuvem de algodão enfeitada com raios de sol dourados. E a avozinha viu também as andorinhas que passavam apressadas e decididas, as borboletas que rodopiavam coloridas embaladas pela brisa, e até um avião que lá bem alto mais parecia um gavião ou falcão.
E a avó da Matilde sorriu, feliz como há muito tempo não se sentia, e disse:
- Tive uma ideia! Meninos, sentem-se aqui ao pé de mim que eu vou contar-vos uma história que aconteceu no reino das nuvens, numa noite de trovoada.
E, surpresa!
Plim! Plim!
De debaixo do seu xaile saltaram dois coloridos Pirilampos, que exclamaram entusiasmados:
- Também queremos ouvir!

Amélia Caldas - 7 Anos



Sara Fernandes - 9 anos



Manuel Pereira - 7 anos


Francisco Venade - 7 anos





Sérgio Samuel Sequeiros - 9 anos



Patricia Valente - 7 anos





Francisco Ferreira - 7 anos



João Montero - 7 anos


Guilherme Conde - 6 anos


Mafalda Conde - 10 anos




Marta Canossa - 7 anos

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Uma História de vida

As TIC na Biblioteca "O Pirilampo Sem Luz"

“O Pirilampo sem Luz”
(De Margarida Fonseca Santos)

A noite começava a cair, as flores preparavam-se para fechar as suas pétalas e os pirilampos iam aparecendo aos poucos. O pirilampo Osório esperava ansiosamente pelo seu amigo Acácio pois tinham combinado ir até à fonte juntos. Mas o Acácio tardava e o Osório foi esvoaçando perto dos malmequeres para não arrefecer, pois as noites já estavam bem frias.
Por fim, lá ouviu a voz do amigo, ao longe:
— Osório! Desculpa o atraso! Estive a espreitar para a casa do carvoeiro e...
Pum! Que grande choque! Os dois pirilampos foram um contra o outro com bastante velocidade!
— Bolas! Agora já não sabem aterrar sem nos acordar? — gemeu o malmequer onde eles tinham caído.
Os dois pirilampos levantaram-se, endireitaram as asas, esticaram as patas com cuidado, parecia que nenhum estava magoado. O malmequer é que estava bastante torcido.
— Que foi que te deu? — perguntou o Acácio. — Então não me viste a voar na tua direcção?
— Não... não vi — respondeu o Osório. E olhando melhor para o seu amigo soltou um grito: — Tu não tens luz!
— O quê?! Que brincadeira de tão mau gosto! — resmungou o Acácio.
— E se fossem discutir para um tronco em vez de me estarem sempre a acordar? — voltou a queixar-se o malmequer.
— Eu não estou a mentir! Olha bem para o teu corpo: não tem luz...
Osório tinha razão: não havia luz, nem forte, nem fraca.
O malmequer endireitou-se para ver melhor. De facto, aquele pirilampo estava apagado. Deixou que os dois amigos se sentassem nas suas pétalas e comentou:
— Tal coisa nunca tinha visto...
Acácio estava mudo. Não queria acreditar! Mas porquê?
— Ouve, Acácio, de onde vens? Será que alguém te fez mal?
— Ninguém me fez nada... — disse ele com um ar desgraçado.
— Antes de vir ter contigo, estive na casa do carvoeiro, a ver o que ele estava a fazer... mais nada...
— Então deve ser isso — disse o malmequer. — Estás cheio de pó de carvão e a luz não passa...
— Deve ser isso, deve — animou-se o Osório. — Vamos ter com o sábio Onofre, ele deve saber o que fazer.
Deram os dois as patas, para não haver mais choques com o Acácio, e voaram em direcção à trepadeira onde vivia o pirilampo Onofre, o mais velho de todos os pirilampos e também o mais sábio.
Depois de explicada a situação, Onofre ficou calado. Parecia pensar, olhava apreensivo para os dois pirilampos...
— Receio não te poder ajudar — disse ele por fim. — A única maneira de tirar esse carvão do teu corpo seria com bastante água, e os pirilampos não se podem molhar, como vocês sabem.
— Talvez raspando com jeitinho... — disse o Acácio, com pouca esperança.
— Não te aconselho a fazeres isso. A luz sairia com o carvão — e olhando com um ar preocupado para os dois, Onofre disse: — O melhor é ir ter com a fada Rosalina, não vejo outra solução...
Qualquer um dos três sabia o que isso queria dizer: uma longa viagem, cheia de perigos para insectos pequenos como eles. Mas não havia outra hipótese. Osório decidiu rapidamente:
— A caminho! Vamos ter com a fada Rosalina, e é já!
Acácio estava contente de ter um amigo como ele, mas tinha realmente muito medo da viagem. Onofre disse-lhes com um ar sábio:
— Não vão sozinhos. Seria disparate. Vou pedir à Idalina que vos acompanhe e que vos proteja.
Idalina era uma grande e bonita lagarta, muito rápida no seu andar e sempre muito atenta. Era ela quem avisava os pirilampos quando algum bicho se aproximava para os comer, como as rãs e os camaleões. Tinha sempre vivido perto de Onofre, e era uma amiga muito fiel.
— Vou ajudá-los com o maior prazer — disse a Idalina, ondulando o seu bonito corpo verde-clarinho. — Não podemos ir muito depressa, eu não ando assim tão depressa...
— O melhor — disse Onofre — é caminharem os três a par. Há menos perigos no chão do que a voar e assim não há o risco de o Acácio se perder na escuridão.
E lá foram. A viagem ia ser longa e perigosa. A fada Rosalina vivia do outro lado do bosque, numa casinha cor-de-violeta, no alto de um grande castanheiro.
Pelo caminho, iam falando para passar o tempo. A Idalina sabia montes de histórias de aventuras de pirilampos, de lagartas, de tudo! Mas ao entrar numa zona mais sombria, onde o luar passava com dificuldade pelo meio das folhas, fez-lhes sinal para se calarem.
— Estamos no campo dos camaleões — disse ela muito baixinho.
— Se nos virem, não temos qualquer hipótese de passar para o outro lado. E do outro lado mora a Rosalina.
Ficaram os três em silêncio, caminhando muito devagar e sem fazer barulho. O corpo da Idalina encobria um pouco os pirilampos, mas não estavam nada seguros.
Ao passar perto de uma árvore que estava caída no chão, ouviram uma voz ao de leve:
— Tenham cuidado! O camaleão Raimundo está mesmo aqui perto. Não se cheguem muito aos troncos...
Era uma simpática aranha que estava a acabar a sua nova teia naquele tronco velho. Agradeceram em voz baixa, e foram caminhando sem fazer ruído.
De repente, ele aí estava! O pior de todos os camaleões, Raimundo de seu nome, mesmo à frente dos três que com o medo não se moviam.
— Julgavam que passavam por aqui sem eu vos sentir? — perguntou Raimundo com uma voz horrível. — Até que já vão sendo horas de jantar...
Nisto, ouviu-se uma grande agitação na árvore. Simão apareceu com ar de quem não está a gostar da brincadeira.
— Julgas que vais ficar com os pirilampos só para ti? — perguntou o camaleão Simão, que devia ser sem dúvida o mais rabugento de todos. — Vamos lá a ver quem é que ganha este jantar.
— E de um salto, desceu até ao pé de Raimundo, que se virou para
ele como quem vai começar a lutar.
— Psst! Psst!
Idalina, Osório e Acácio olharam para trás de si, convencidos de que seria com certeza outro camaleão. Mas não! Era o Norberto, o velho mocho do bosque que vinha em seu auxílio.
— Não façam barulho... Subam para as minhas costas e agarrem-se às minhas penas com toda a força que tiverem...
Nem foi preciso repetir: em menos de um segundo já lá estavam os três, e para ter a certeza de que estavam bem seguros, Idalina enrolou os pirilampos no seu corpo.
— Segurem-se bem! Cá vamos! — disse o Norberto, levantando voo a toda a velocidade.
Vocês não podem imaginar a cara com que ficaram o Raimundo e o Simão: só faltava caírem para o lado de raiva e ao mesmo tempo de espanto!
Já lá no alto, o Norberto abrandou a velocidade e disse:
— Parece que desta já escaparam! Que vêm vocês fazer aqui,
num sítio onde em cada ramo há um camaleão? Devem ser doidos!
Foi Idalina quem explicou ao mocho toda a situação. Norberto ficou preocupado com o pequeno pirilampo: era uma pena se ele deixasse de poder ter luz...
— Eu vou-vos levar à Rosalina e depois quero que venham comigo
para a vossa casa. Isto aqui não é sítio para vocês andarem.
— Não sei como agradecer a tua ajuda — disse Acácio. — Se não nos tivesses salvo, não sei o que seria de nós.
— Eu sei! — disse Norberto a rir. — Eram um jantar de príncipe para aqueles dois!
E lá chegaram a casa da Rosalina. O mocho pousou ao de leve no ramo, deixando sair os seus amigos com todo o cuidado, pois o castanheiro era altíssimo.
Rosalina apareceu à porta, com um grande sorriso.
— Meu bom Norberto! Que se passa com estes teus amigos?
Norberto lá explicou que o Acácio estava com o corpo cheio de carvão e que não tinha luz, que o outro pirilampo era o Osório, seu amigo, e a lagarta era a Idalina, que tinha sido mandada para os proteger durante a viagem.
— Bem, eu não fiz lá grande coisa. Por pouco que os camaleões nos comiam aos três! — disse tristemente a lagarta.
— Aí é que te enganas: se não fosse o teu corpo verde-clarinho a brilhar na escuridão, eu não teria visto que vocês estavam em apuros.
— Bom — disse a Rosalina —, vamos entrar. Vamos ver o que se pode fazer.
A casinha era linda! Idalina ficou à porta, pois o resto do corpo não cabia, e o Norberto aproveitou para descansar um pouco.
Rosalina estava com a sua varinha de condão na mão e pensava: que fazer? Era preciso limpar o corpo do pirilampo sem estragar as duas manchinhas que dão luz. Olhou para os seus frasquinhos e pegou num azul-turquesa. Não, aquele não. Talvez o amarelo... Não, também não. O verde brilhante! Esse sim!
Com muito cuidado, pegou num paninho muito macio, deitou umas gotas do líquido no pano e começou a limpar o pirilampo muito devagarinho. O pano não tardou a ficar todo negro, pois ele estava todo coberto de carvão. Mas o Acácio estava cheio de sorte: a luz estava a voltar!
— Viva! — gritou o Osório, acordando o mocho que por pouco não se desequilibrou no ramo. — Estás lindo outra vez! Até parece que tens mais luz agora do que antes!
— E tem! — explicou a Rosalina. — Este líquido aviva as vossas cores. Chega-te cá para eu te pôr um pouco também a ti.
Os dois pirilampos não queriam acreditar: nunca tinham tido uma luz tão bonita! Rosalina virou-se para Idalina, que sorria a olhar para os pirilampos, e disse:
— Vê-te ao espelho — e estendeu-lhe um pequenino espelho de fada. Idalina tinha uma linda coroa de estrelas brilhantes na cabeça e ficava-lhe tão bem...
— Que linda coroa!
— Assim, os teus amigos vão sempre saber onde estás e serás a lagarta mais bonita do bosque! — disse a fada.
Ao fazerem as despedidas e agradecimentos, os pirilampos estavam com pena de ter que partir.
— Aqui não é lugar seguro para vocês. Voltem para a vossa casa.
O Norberto leva-vos e, qualquer dia, vai-vos buscar para tomarmos um chá, pode ser?
Claro que Norberto estava de acordo. Ele e a Rosalina eram amigos há muitos anos e gostava sempre de uma chazada com os seus amigos.
Todos bem instalados nas costas do mocho, lá partiram de regresso a casa. A chegada deles era esperada por todos os pirilampos, especialmente pelo sábio Onofre, que estava desejoso de os ver de volta sãos e salvos.
Houve festa até ser dia. Idalina estava linda com a sua coroa de estrelinhas e os pirilampos dançavam no ar fazendo bonitos desenhos de luz.
Quando o sol chegou, todos se recolheram: era a vez de as flores se abrirem, de as abelhas trabalharem, de os passarinhos acordarem.
Mas houve um malmequer que não se abriu. Pudera, passara toda a noite na festa dos pirilampos, tinha agora que dormir. Além disso, ainda não tinha acabado de endireitar as suas pétalas, tão torcidas que haviam ficado do choque...
Margarida Pereira - 8 anos


Bruno Duro - 9 anos

Daniel Fernandes - 7 anos

David Carvalho - 12anos

Jéssica Alves - 10anos

Giuseppe Wilkinson - 8anos

João Pires -9anos

Joseph Wilkinson - 12anos

Miguel Amorim - 7anos

Ruben Alves - 7anos

Diogo Alves - 7anos

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Hora do Conto todos os sábados

Horas do conto para o mês de Agosto - Todos os sábados às 11h


Partícipa!

1Agosto- "O Leão e o Canguru" de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada


8 Agosto- "Didi um anjo" de Sandra Anastácio



22 Agosto- "Ana Gotinha de água" de Ana Mafalda Damião - com a presença da escritora



29 Agosto- "A rã Felisbela" de António Torrado


O próximo sábado, dia 25 de Julho, a história para a hora do conto é "Está um hipopótamo na minha cama" de Beatrice Masini - às vezes há um hipopótamo aventureiro que se esgueira para dentro da cama de um certo menino, e molha-o todo. Mas o que acontecerá se, além deste hipopótamo, aparecerem também uma sereia friorenta e uma baleia viajante? - uma história para divertirmo-nos e que ninguém vai querer perder!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Inácio Nuno Pignatelli na Biblioteca

O escritor Inacio Nuno Pignatelli vai estar entre nós, Sábado dia 18 de Julho, para animar mais uma Hora do Conto. Traga toda a família e oiça esta história na voz do próprio autor...
Particípe!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Encerramento da Feira do Livro 2009

Esta foi a equipa de meninos que participaram na Feira do Livro 2009. O trabalho conjunto permitiu que tudo corresse da melhor forma... Esperamos que tivesse sido uma experiência enriquecedora e divertida! Parabéns a todos!























A







Pelas 15h, no Domingo dia 12 de Julho, deu-se a abertura do ùltimo dia da XX Feira do Livro. O programa de inicío da tarde destinava-se aos mais pequenos onde eram convidados a viajar até ao mundo dos sonhos..



Durante a tarde, as crianças foram presenteadas com livros divertidos e pedagógicos sobre a natureza. As Ciclobibliotecas atrairam e cativaram os meninos que se deliciavam ao ouvir contos em castelhano e a passear na bicicleta que os levava ao mundo dos sonhos.


Às 18:00h houve o encontro com o padre Mário de Oliveira a propósito do projecto "Poetas Somos". Como o próprio diz "Poetas Somos é, só por si, uma lufada de ar fresco. E uma brisa de esperança."





O encerramento da Feira do Livro terminou em grande com uma banda Cerveirense "Brass Band", uma banda polifíonica constituída por instrumentistas de metais, cordas e percussão. Uma actuação de 90 minutos encantou os presentes e afugentou a chuva permitindo um grande espectáculo no desfecho da XX Feira do Livro.